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Música Popular Brasileira
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Músicas

Adriana Calcanhotto

Devolva-me

Rasgue as minhas cartas e não me procure mais
                                              Assim será melhor, meu bem
                                             O retrato que eu te dei, se ainda tens não sei
                                             Mas se tiver devolva-me
                                             
                                             Deixe-me sozinho porque assim eu viverei em paz
                                             Quero que sejas bem feliz junto do seu novo rapaz
                                             
                                             Devolva-me, devolva-me.
                                             

Estúpido Cupido

Celly Campello

Composição: Celly Campelo

Oh! Cupido, vê se deixa em paz,
Meu coração já não agüenta mais
Eu amei há muito tempo atrás,
Já cansei de tanto soluçar
Hei, hei, é o fim, oh, cupido pra longe de mim
Eu dei meu coração a um belo rapaz que prometeu me amar e me fazer feliz
Porém, ele me passou pra trás,
Meu beijo recusou e o meu amor não quis
Hei, hei, é o fim, oh, cupido pra longe de mim
Não tinha um coração cansado de chorar,
A flecha do amor só trás angústia e a dor
Mas, seu cupido o meu coração, não quer saber de mais uma paixão
Por favor, vê se me deixa em paz, meu pobre coração já não agüenta mais

Milton Nascimento

Caçador de Mim

Por tanto amor, por tanta emoção,
                                             A vida me fez assim
                                             Doce ou atroz, manso ou feroz, eu caçador de mim
                                             Preso a canções, entregue a paixões
                                             Que nunca tiveram fim
                                             Vou me encontrar longe do meu lugar, eu, caçador de mim
                                             
                                             Nada a temer senão o correr da luta
                                             Nada a fazer senão esquecer o medo
                                             Abrir o peito à força numa procura
                                              Fugir às armadilhas da mata escura
                                             
                                             Longe se vai sonhando demais
                                             Mas onde se chega assim
                                             
                                             Vou descobrir o que me faz sentir, eu, caçador 
de mim

Caetano Veloso

Alegria, Alegria

Caminhando contra o vento, sem lenço sem documento
                                             No sol de quase dezembro, eu vou
                                             O sol se reparte em crimes, espaçonaves, guerrilhas
                                              Em Cardinales bonitas, eu vou
                                             Em caras de presidentes
                                              Em grandes beijos de amor
                                             Em dentes, pernas, bandeira
                                              Bomba e Brigitte Bardot
                                             
                                             O sol nas bancas de revista
                                             Me enche de alegria e preguiça
                                             
                                             Quem lê tanta notícia
                                             Eu vou, por entre fotos e nomes
                                              Os olhos cheios de cores
                                             O peito cheio de amores vãos
                                              Eu vou, por que não, por que não
                                             
                                             Ela pensa em casamento, e eu nunca mais fui à escola
                                              Sem lenço, sem documento, eu vou
                                             Eu tomo uma coca-cola, e ela pensa em casamento
                                              Uma canção me consola, eu vou
                                             Por entre fotos e nomes
                                              Sem  livros e sem fuzil
                                             Sem fome, sem telefone
                                             No coração do Brasil
                                             
                                              Ela nem sabe até pensei
                                              Em cantar na televisão
                                              
                                             O sol é tão bonito
                                             Eu vou, sem lenço, sem documento
                                             Nada no bolso ou nas mãos
                                              Eu quero seguir vivendo, amor
                                             
                                             Eu vou
                                              Por que não, por que não
                                              Por que não, por que não
                                             Por que não, por que não
 
RITA LEE

LETRA: Ovelha Negra

Levava uma vida sossegada

Gostava de sombra e água fresca

Meus Deus, quanto tempo

Eu passei sem saber?

Foi quando meu pai me disse: "Filha

Você é a ovelha negra da família

Agora é hora de você assumir

E sumir!"

Babe, babe, não adianta chamar

Quando alguém está perdido

Procurando se encontrar

Babe, babe

Não vale a pena esperar

Tire isso da cabeça

Ponha o resto no lugar

Ovelha negra da família

Não vais mais voltar

Não!

Vai sumir!

LETRA: Ovelha Negra [Rita Lee]

Levava uma vida sossegada

Gostava de sombra e água fresca

Meus Deus, quanto tempo

Eu passei sem saber?

Foi quando meu pai me disse: "Filha

Você é a ovelha negra da família

Agora é hora de você assumir

E sumir!"

Babe, babe, não adianta chamar

Quando alguém está perdido

Procurando se encontrar

Babe, babe

Não vale a pena esperar

Tire isso da cabeça

Ponha o resto no lugar

Ovelha negra da família

Não vais mais voltar

Não!

Vai sumir!

Coração de Estudante
Milton Nascimento

)

Quero falar de uma coisa,
Adivinha onde ela anda?
Deve estar dentro do peito
Ou caminha pelo ar

Pode estar aqui do lado
Bem mais perto que pensamos
A folha da juventude
É o nome certo desse amor

Já podaram seus momentos
Desviaram seu destino
Seu sorriso de menino
Quantas vezes se escondeu

Mas renova-se a esperança
Nova aurora a cada dia
E há que se cuidar do broto
Pra que a vida nos dê flor e fruto

Coração de estudante
E há que se cuidar da vida
E há que se cuidar do mundo
Tomar conta da amizade
Alegria e muito sonho
Espalhados no caminho
Verdes: plantas e sentimento
Folhas, coração, juventude e fé.